NOSSA HISTÓRIA​

Por volta de 1918, os Salesianos, adquiriram uma chácara no Alto de Santana, bairro do Chora Menino, onde construíram, em primeiro lugar, um campo de futebol e um galpão para os alunos do Liceu passearem e brincarem, num ambiente de ar puro, pois muitos deles estavam convalescendo da Grande Gripe, que assolou o mundo depois da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
A chamada Igreja Votiva de Santa Teresinha começou a ser erguida em meados de 1924, para cumprir um voto que o Padre Luiz Marcigaglia, naquele tempo Diretor do Liceu Coração de Jesus, fez à Teresa de Jesus, em agradecimento pela proteção recebida durante a Revolução de 1924, episódio em que tropas rebeldes do Exército e da Força Pública de São Paulo, sob o comando do General Isidoro Dias Lopes, tentaram sufocar a resistência do Palácio dos Campos Elíseos, onde tropas legalistas defendiam o Governador Carlos de Campos.
Várias vezes, as bombas dos canhões caíram dentro do Liceu, não ferindo nenhum dos internos. Os meninos foram, então, levados para o prédio da imigração, no bairro do Brás, atravessando a pé as ruas da cidade, em formação e uniformizados com fardas caqui.
Nesta ocasião, um novo e maior milagre ocorreu, pois confundidos como forças militares inimigas, por pouco não foram mortos.
Cumprindo a promessa do Padre Marsigaglia, em 1924, o Liceu começou a erguer a Capela dentro da referida chácara, contando com seus próprios recursos e auxílio dos Salesianos Cooperadores, capela essa que veio a ser inaugurada em 04 de abril de 1927.
Nessa condição de capela, permaneceu durante 12 anos, até que em 26 de março de 1939, foi colocado o sino da igreja, não sem um grande susto, conforme atesta a redação lavrada no Livro Tombo, que narra: “Após os discursos, os bombeiros começaram a erquer o sino. A escada, porém, não fez o serviço direito; e assim quasi se matam 2 bombeiros; por se ter rebentado o cabo de aço. Era a 1ª vês que se usava essa escada, último modêlo.”(sic).
Mais um ano ainda se passou e finalmente, em 27 de outubro de 1940, houve o decreto episcopal de ereção da paróquia Santa Teresinha, elevando o templo, da condição de capela à condição de Igreja Matriz Paroquial.

SANTA TERESINHA

Teresa Martin nasceu em Alençon, França, em 2 de janeiro de 1873. Dois dias mais tarde foi batizada na Igreja de Notre-Dame, recebendo o nome de Maria Francisca Teresa. Seus pais foram Luis Martin e Celia Guérin, ambos beatos na atualidade. Após a morte de sua mãe, em 28 de agosto de 1887, Teresa mudou-se com toda a sua família para Lisieux. No final de 1879 recebeu pela primeira vez o sacramento da penitência. No dia de Pentecostes de 1883, recebeu a graça especial de ser curada de uma grave enfermidade pela intercessão de Nossa Senhora das vitórias (A Virgem do Sorriso). Educada pelas Beneditinas de Lisieux, recebeu a primeira comunhão no dia 8 de maio de 1884, depois de uma intensa preparação, culminada por uma forte experiência da graça da íntima comunhão com Cristo. Algumas semanas mais tarde, em 14 de junho do mesmo ano, recebeu a Confirmação, com plena consciência de acolher o Espírito Santo mediante uma participação pessoal na graça de Pentecostes. Seu desejo era abraçar a vida contemplativa, igual as suas irmãs Paulina e Maria, no Carmelo de Lisieux, porém sua tenra idade a impedia. Durante uma viagem a Itália, depois de visitar a Santa Casa de Loreto e os lugares da Cidade Eterna, em 20 de novembro de 1887, na audiência concedida pelo Papa Leão XII aos peregrinos da diocese de Lisieux, pediu ao Papa, com audácia filial, autorização para poder entrar no Carmelo aos 15 anos. Em 9 de abril de 1888 ingressou no Carmelo de Lisieux. Recebeu o hábito em 10 de janeiro do ano seguinte e fez sua profissão religiosa em 08 de setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria. No Carmelo começou o caminho da perfeição traçado pela Madre Fundadora, Teresa de Jesus, com autêntico fervor e fidelidade, cumprindo os diferentes ofícios que lhe foram confiados (foi também mestra de noviças). Iluminada pela palavra de Deus, e provada especialmente pela enfermidade de seu querido pai, Luis Martin, que faleceu em 29 de julho de 1894, iniciou o caminho para a santidade, inspirada na leitura do Evangelho e pondo o amor no centro de tudo. Teresa nos deixou em seus manuscritos autobiográficos não só as lembranças de sua infância e adolescência, mas também o retrato de sua alma e a descrição de suas experiências mais íntimas. Descreve e comunica a suas noviças, confiadas aos seus cuidados, o caminho da infância espiritual; recebe como dom especial a tarefa de acompanhar com a oração e sacrifício os irmãos missionários (o Padre Roulland, missionário na China, e o Padre Belliére). Aprofunda-se cada vez mais no mistério da Igreja e sente crescer sua vocação apostólica e missionária para levar consigo os demais, movida pelo amor de Cristo, seu único Esposo.

Em 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, ofereceu-se como vítima imolada ao Amor misericordioso de Deus. Nesta época escreve o Primeiro Manuscrito Autobiográfico que entregou a Madre Inês no dia de seu onomástico, em 21 de janeiro de 1896.
Alguns meses mais tarde, em 3 de abril, durante a noite de quinta para sexta-feira santa, teve uma hemoptise, primeira manifestação da enfermidade que a levaria a morte, e ela a acolheu como uma misteriosa visita do Esposo Divino. Então, entrou em uma prova de fé que duraria até o final de usa vida, e dela oferece um testemunho emotivo em seus escritos.
Durante o mês de setembro conclui o Manuscrito B, que ilustra de maneira impressionante o grau de santidade ao qual havia chegado, especialmente pela descoberta de sua vocação no coração da Igreja.
Enquanto piora sua saúde e continua o tempo de prova, no mês de junho começa o Manuscrito C, dedicado a Madre Maria de Gonzaga; entretanto, novas graças a levam a amadurecer plenamente na perfeição e descobre novas luzes para a difusão da mensagem na Igreja, para o bem das almas que seguirão seu caminho. Em 08 de junho é transferida para a enfermaria, onde outras religiosas recolhem suas palavras quando suas dores e provações se tornam mais intensas e enquanto suporta com paciência até a chegada de sua morte, acontecida na tarde de 30 de setembro de 1897. “Eu não morro, entro na vida”, havia escrito a seu irmão espiritual, o missionário P. Mauricio Belliére. Seus últimas palavras, “Deus meu, te amo” , selaram uma vida que se extinguiu da terra aos 24 anos, para entrar, segundo seu desejo, em uma nova fase de presença apostólica em favor das almas, da comunhão dos Santos, para derramar uma “chuva de rosas” sobre o mundo (chuva de favores e benefícios, especialmente para amar mais a Deus).
Foi canonizada por Pio XI em 17 de maio de 1925, o mesmo Papa em 14 de dezembro de 1927, a proclamou Padroeira Universal das Missões, junto com São Francisco Xavier.
Sua doutrina e seu exemplo de santidade têm sido recebidos com grande entusiasmo por todas as categorias de fiéis deste século, e também além da Igreja Católica e do Cristianismo.
Por ocasião do Centenário de sua morte, o Papa João Paulo II a declarou Doutora da Igreja, pela solidez de sua sabedoria espiritual inspirada no Evangelho, pela originalidade de suas intuições teológicas, nas quais resplandece sua eminente doutrina, e pela acolhida em todo o mundo de sua mensagem espiritual, difundida através da tradução de suas obras em mais de cinqüenta línguas diversas. A cerimônia da Declaração ocorreu em 19 de outubro de 1997, precisamente no Domingo em que se celebra o Dia Mundial das Missões.
Oração à Santa Teresinha para obter uma graça “Oh! Santa Teresinha do Menino Jesus, modelo de humildade, de confiança e de amor! Do alto dos céus despeje sobre nós estas rosas que levas em teus braços: a rosa da humildade para que vençamos nosso orgulho e aceitemos o jugo do Evangelho; a rosa da confiança, para que nos abandonemos à vontade de Deus e descansemos em sua Misericórdia; a rosa do amor, para que abrindo nossas almas sem medida à graça realizemos o único fim para o qual Deus nos criou a sua Imagem: Amar-Lhe e fazer- Lhe amar, Tu que passas teu Céu fazendo o bem na terra, ajuda-me nesta necessidade e concede-me do Senhor o que te peço, se for para glória de Deus e para o bem de minha alma. Amém.”

DOM BOSCO

São João Bosco nasceu em Castelnuovo dAsti, Itália, no ano de 1815, em uma família de humildes camponeses. Órfão de pai aos dois anos, foi educado na fé e na prática coerente da mensagem evangélica por sua mãe, Margarida Ochienna, que era analfabeta, porém rica de sabedoria cristã. Tinha apenas nove anos quando um sonho revelador lhe fez intuir que deveria dedicar-se à educação da juventude. Ainda pequeno, começou a entreter os companheiros com jogos, que alternava com a oração e instrução religiosa. Em 1835, entrou para o seminário de Chieri e em 5 de junho de 1841 foi ordenado sacerdote. No dia 8 de dezembro deste mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim. Escolheu como programa de vida, “dá-me as pessoas e toma o resto”, fundando o Oratório e pondo-o sob a proteção de São Francisco de Sales. Começou a recolher e a educar os jovens mais abandonados e a convidar os que estavam na prisão para que, quando saíssem, se dirigissem ao Oratório. Era neste lugar que Dom Bosco reunia, divertia, educava e ensinava os jovens a redescobrir a dignidade da própria vida como filhos de Deus. O Oratório era uma realidade onde podiam encontrar campos para jogar, salas e oficinas, dormitório e refeitório para os alunos internos e, claro, uma Igreja para as orações, o canto e a catequese. Em 1859, fundou a Sociedade São Francisco de Sales ou Congregação Salesiana, cuja missão era desenvolvida em três direções específicas: a missão juvenil, através da obra educativa dirigida aos jovens, sobretudo pobres e abandonados; a missão popular, através da obra pastoral em ambientes populares; e a missão propriamente “missionária”, em vista do anúncio do Evangelho nos países onde Cristo não é conhecido. Com a ajuda de Santa Maria D. Mazzarello , fundou, em 1872, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação da juventude feminina. Em 1875, enviou a primeira turma de seus missionários à América do Sul. Foi ele quem mandou os salesianos para fundar o Colégio Santa Rosa, em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil. Ainda em 1876, fundou a Associação dos Salesianos Cooperadores , uma associação pública de fiéis leigos, comprometidos com a continuação da obra de Dom Bosco. Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo de sua vida terrena aos 72 anos de idade, em 31 de janeiro de 1888. Foi canonizado em 1934, pelo Papa Pio XI e, no centenário da sua morte, João Paulo II proclamou-o Pai e Mestre da Juventude. São João Bosco é um dos santos mais populares da Igreja, e sua obra é toda ela um belíssimo poema de fé e caridade.

Oração a Dom Bosco para pedir uma graça necessitando de especial auxílio, com grande confiança recorro a vós, ó São João Bosco. Preciso não só de graças espirituais, mas também de graças temporais, e principalmente (pequena pausa para pedir a graça que se deseja).
Vós, que tivestes tanta devoção a Jesus Sacramentado e a Maria Auxiliadora, e que tanto vos compadecestes das desventuras humanas, alcançai-me de Jesus e de sua celeste Mãe a graça que vos peço, e mais: resignação inteira à vontade de Deus.

Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória.

SANTOS SALESIANOS​

Deus mostrou grande amor para com a Família Salesiana de Dom Bosco enriquecendo-a com a santidade.
Sacerdotes, leigos e consagrados, jovens e adultos da Família, membros empenhados na educação e na evangelização, construtores do quotidiano e apóstolos chamados ao heroísmo do martírio encontram riqueza de inspiração entre os nossos santos.
É admirável o que a graça do Espírito Santo opera nos corações dos que o acolhem e se tornam disponíveis a Ele! Difundindo o seu amor, leva à caridade perfeita e à união  profunda todos aqueles que acolhem seu dom.
A comunhão que entendemos realizar como Família tem na santidade, procurada com constância, o aspecto mais rico da nossa partilha.”(Carta de Comunhão da Família Salesiana, art. 38).
Alguns dos santos salesianos são muito conhecidos, como por exemplo Dom Bosco, Domingos Sávio, mas o elenco da santidade salesiana é muito extenso.

NOSSO PÁROCO​

Padre Silvio Cesar, sdb

Nasceu em Cruzeiro (SP), aos 06 de fevereiro de 1972. Oitavo filho do casal Orlando Pinto da Silva e Luzia Ribeiro Silva. Viveu toda sua infância e adolescência em Cruzeiro mesmo, com uma vida muito tranqüila e dedicada aos estudos, à música e as atividades na comunidade salesiana.
No ano de 1990 inicia sua caminhada vocacional no Instituto Nossa Senhora Auxiliadora, juntamente com o jovem Marcelo Rossi, hoje tão conhecido sacerdote diocesano. E após o chamado Voluntariado Salesiano, vai para Lorena no ano de 1991 e inicia a caminhada de formação inicial, rumo ao sacerdócio.
Tem a alegria de fazer o noviciado com o próprio tio Pe. Alcides como Mestre dos Noviços e o jovem André Torres como assistente. Faz sua Primeira Profissão no dia 24 de janeiro de 1993, na cidade de São Carlos (SP).
Após os estudos de Filosofia, realiza seu Tirocínio em Lorena, no pré-noviciado e cursa a Faculdade de Pedagogia. No ano de 1996 sofre o acontecimento da morte de sua mãe. Entre os anos de 1997 e 2000 realiza os estudos de Teologia no Pio XI em São Paulo.
Ordenado sacerdote no ano de 2001, pela imposição das mãos de Dom Hilário Moser, então bispo de Tubarão (SC), se torna formador do Pré-noviciado em Lorena e coordenador da Pastoral do Colégio São Joaquim e PU no Centro Unisal. Nos anos de 2002 e 2003 foi para São Paulo como vice-diretor do Colégio Santa Teresinha e Diretor de Extensão do Centro Unisal.
De São Paulo parte para os estudos de Mestrado em Roma, na Universidade Pontifícia Salesiana, especializando-se em Catequese e Pastoral da Juventude. Oportunidade de realizar também cursos de formação por Israel e nos Caminhos de São Paulo, pela Turquia e Grécia.
Participou de diversos outros cursos em diversas áreas, é professor de teologia bíblica no Curso de Teologia para Leigos. Realiza também atividades com o Instituto Canção Nova, como pregador, orientador e formador e ainda com um quadro em programa de TV, o Revolução Jesus ao ar todas as quartas e sextas-feiras.

Assumiu como pároco da Sagrada Família no dia 15 de fevereiro de 2013.

NOSSOS PADRES

Pe. Marco Biaggi
Diretor geral
Pe. José Adão
Diretor financeiro
Pe. Fernando Campane
Pastoral
Pe. José Antenor
Pe. Francisco Francischini
Pe. Carlos Seno
Pe. Olívio Poffo
Pe. Ladislau Klinisk
Pe. Vicente Guedes

NOSSOS DIÁCONOS

Nilo José de Carvalho Neto

Natural de São Paulo, do bairro do Chora Menino, Nilo José de Carvalho Neto, nasceu em 22 de dezembro de 1967. O terceiro de quatro filhos de Olalina Maria da Silva Carvalho (in memoriam) e Juraci de Carvalho (in memoriam) foi batizado na paróquia Santa Rita de Cássia em Fernandópolis – diocese de Jales, aos 09 anos de idade. No mesmo ano fez sua 1ª. Eucaristia na Paróquia Santo Antônio do Lauzane Paulista. Aluno do Colégio Consolata, aos 13 anos foi convidado pela irmã Agnes para ajudar na catequese na então favela do Jardim Peri. Aos 15 anos foi crismado por Dom Joel Ivo Catapan, na paróquia Nossa Senhora de Fátima do bairro do Imirim.
Sempre gostou de jogar futebol, São Paulino, frequentava o “oratório de Dom Bosco – Chácara dos padres Salesianos”, aos domingos à tarde para jogar bola. Aos 22 anos ingressou na Comunidade Canto de Maria, em que é membro até hoje. Advogado de formação desde 1990, por trinta anos, exerce sua profissão. Em 28 de junho de 1997 casou-se com Valéria de Lima Carvalho e desta união, têm duas filhas, Mariana e Estela.
Por ocasião do ano Santo (2000), o diaconato permanente foi restaurado na Arquidiocese de São Paulo pelo Cardeal Dom Cláudio Hummes. Discernindo o chamado de Deus, com orientação do saudoso Padre Tommaso Leporale, ingressou na escola diaconal São José, no propedêutico em 2002 e na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção no ano seguinte. Em 29 de março de 2008 foi ordenado diácono permanente pelo Cardeal Arcebispo Dom Odilo Pedro Scherer, na Catedral da Sé. Seu lema diaconal é “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2,5). Já no ano de 2010, licenciou-se em Filosofia pela Faculdade Claretiano.
Como diácono permanente, tem a tríplice missão de servir na Liturgia, Palavra e Caridade, que se multiplicam em outras atividades, dentre elas a assistência aos matrimônios como testemunha qualificada da igreja, presidir os batizados, realizar exéquias, assessorar as pastorais, formações na IVC – Iniciação a Vida Cristã… O diácono Nilo serviu por doze anos na Paróquia de Sant`Ana e desde fevereiro de 2020 está provisionado na Paróquia Santa Teresinha dos Salesianos. Atualmente é coordenador do Núcleo Regional Santana da Caritas e membro na Comissão do Diaconato Permanente da Arquidiocese de São Paulo (Comdiac-SP).