Uma missionária enclausurada

Embora a padroeira da Paróquia Santa Teresinha tenha sido uma irmã carmelita de clausura, ou seja, não saía do convento, foi canonizada pelo Papa Pio XI em 1925 e dois anos depois, já foi, pelo mesmo Papa, proclamada “Padroeira das Missões” e setenta anos depois, em 1997, pelo Papa  São João Paulo II, proclamada “Doutora da Igreja”.

Em função disso, neste ano de 2017 em que se celebra 90 anos da proclamação de seu título de padroeira das missões, a paróquia trouxe para a novena e festa de sua padroeira, o tema “A missionariedade de Santa Teresinha e a “Igreja em saída””.

A cada dia da novena, o presidente da celebração discorria na homilia, sobre um sub-tema, que levava a comunidade paroquial a refletir numa caminhada que culminou com o tema central no dia da festa da padroeira.

A ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA DE SANTA TERESINHA

A primeira das celebrações da novena, teve como presidente o Pe. Alexandro Santana, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Itaquera.

Em sua homilia, Pe. Santana lembrou um fato inusitado ocorrido na vida de Santa Teresinha, quando ainda criança, ela disse à mãe: “Mamãe, eu quero que você morra” e então refletiu com a comunidade o porquê desse desejo “impróprio” da santinha.

 

A MISSIONARIEDADE É DEVER DE TODO BATIZADO

Já no segundo dia da novena, Pe. Mauro Bombo veio de Lorena até a paróquia para lembrar a pergunta do Papa São João Paulo II aos franceses, que ainda hoje serve para todos nós: “O que é que vocês estão fazendo com o batismo de vocês?”

 

 

O PROPÓSITO DE IR AO ENCONTRO DE TODOS

Ao chegar o primeiro domingo da novena, a Paróquia Santa Teresinha recebeu, para presidir a missa das 11h00, as visita do pároco vizinho, Pe. Marcos Almeida, da Paróquia Nossa Senhora da Salette, para falar à comunidade paroquial sobre o sub-tema acima.

 

Pe. Marcos, em cuja paróquia se celebra a padroeira em 19 de setembro, portanto próximo ao dia de Santa Teresinha, mostrou que as festas de padroeiros são sempre oportunidades para os devotos dessas personagens reflitam sobre o exemplo de suas vidas em nosso cotidiano.

 

Já na missa das 19h30 desse mesmo domingo, nosso pároco, Pe. Camilo P. da Silva, numa breve homilia, acentuou a alegria de todos nós ao atender o pedido do Senhor para que nos engajássemos em sua vinha.

 

 

SER PRESENÇA DA IGREJA NA VIDA DAS PESSOAS

Pe. Osmar Bezutte, salesiano da Inspetoria Missionária de Mato Grosso do Sul, residindo e trabalhando atualmnet no Instituto Pio XI, atendeu o convite da Paróquia Santa Teresinha para celebrar o quarto dia da novena da padroeira.

 

Com sua voz calma e tranquila, sua homilia tocou a comunidade exortando a que cada um que foi evangelizado, evangelize com a Palavra de Deus, iluminando a vida dos outros.

 

A VISITA MISSIONÁRIA LEVA AO ENCONTRO DA PESSOA COM CRISTO

Na terça-feira, o diretor da comunidade salesiana de Santa Teresinha, Pe. Douglas Verdi, ao presidir a missa das 19h30, vem nos lembrar da familiaridade espiritual que o Evangelho do dia vem nos falar.

 

 

COMO DEVEMOS NOS COMPORTAR NO ESPÍRITO MISSIONÁRIO

Sempre com seu jeito bem humorado de dirigir a palavra aos fiéis, Pe. Rafael Galvão, nas missa do sexto dia da novena da padroeira, afirmou ter sua tarefa facilitada pelo Evangelho do dia, posto que nele o próprio Jesus mostra como deve o discípulo missionário se comportar.

 

 

A HUMILDADE, FÉ E SANTIDADE DE SANTA TERESINHA

O sétimo dia da novena, trouxe, para dar oportunidade aos idosos e enfermos de celebrar a novena da padroeira, a presença de Pe. Marco Antonio dos Santos, camiliano que presidiu a missa das 15h00.

 

Já na missa das 19h30, matando as saudades, relembrando o tempo em que foi diácono em nossa paróquia, o Pe. Sílvio Roberto da Silva, que agora trabalha missionariamente junto à comunidades Xavantes em Barra do Garças – MT, lembrou a passagem da vida da santinha das rosas em que ela demonstra um enorme desejo de ser santa mas pensa que esse é um projeto por demais ousado, e no entanto, ela mesma reflete que, se Deus a permite ter esse desejo é porque ele é possível de se concretizar.

 

 

SANTA TERESINHA REZAVA FERVOROSAMENTE PELOS MISSIONÁRIOS

Mas Pe. Sílvio Roberto não foi o único padre que, tendo sido diácono em nossa paróquia, retornou para celebrar a novena da padroeira. No oitavo dia da novena, a missa das 19h30 teve como presidente aquele que foi nosso diácono em 2015, Pe. Tiago Eliomar da Silva, hoje responsável pela animação vocacional da Inspetoria Salesiana de São Paulo.

 

A GLÓRIA NOS CÉUS E A CHUVA DE ROSAS SOBRE A TERRA

Encerrando então a novena, no sábado, Pe. Camilo presidiu as duas missas do dia. Na primeira, a missa que faz parte do programa da Catequese Familiar de Primeira Eucaristia, às 14h30, Pe. Camilo relembrou que todos devemos aprender a ouvir e obedecer, como um dos filhos, personagem da parábola do Evangelho do dia.

 

 

E na missa das 16h00, que realmente era a última missa da novena da padroeira, Pe. Camilo fala da necessidade da comunidade paroquial caminhar em unidade, sem competição, como a própria Palavra nos exorta: “aspirai a mesma coisa, unidos no mesmo amor.”

 

 

A MISSIONARIEDADE DE SANTA TERESINHA E A “IGREJA EM SAÍDA”

É chegado então o dia da padroeira e providencialmente, este ano, ele caiu num domingo, o que permitiu que toda a comunidade paroquial pudesse prestar suas homenagens à santinha das rosas, nas missas que costumeiramente frequentam.

A primeira missa do dia, no horário das 7h30, recebeu a presidência do inspetor salesiano, Pe. Edson D. Castilho, que lembrou-se de quando residia na comunidade salesiana de Santa Teresinha e celebrava sempre nesse horário na paróquia.

 

Iniciou sua homilia lembrando a alegria de refletir sobre a missionariedade a partir da recomendação do Papa Francisco sobre a necessidade de transformarmos nossa Igreja numa Igreja em saída, abandonando antigos costumes e renovando nossas vidas.

 

Na missa das 9h30, presidida por Pe. Camilo, ele lembrou que mesmo Santa Teresinha, vivendo entre irmãs religiosas de mesma devoção, também enfrentou dificuldades de relacionamento mas deixou-nos um exemplo de trabalho pela paz e comunhão.

 

 

Sendo o exato dia em que a Igreja celebra Santa Teresinha, naturalmente o vigário da Região Episcopal Santana, de nossa Arquidiocese de São Paulo, Dom Sérgio de Deus Borges, também se fez presente e presidiu a missa das 11h00.

 

Em sua homilia, nosso pastor nos lembrou que, diante de dificuldades que surgem em nossas vidas, facilmente somos levados a culpar Deus pelas situações que temos de enfrentar.

 

Na missa das 18h00, o afluxo de fiéis à paróquia foi muito grande, em função de que ela seria em sequência à procissão com o andor da padroeira, iniciada às 17h30 e que passando em torno da praça paroquial, retornou à igreja, conduzida sob a presidência do pároco Pe. Camilo.

 

Em sua homilia, lembrou que o fato de toda a comunidade estar unida em torno das homenagens à padroeira, demonstra que a união é possível com cada um oferecendo ao outro, aquilo que tem de melhor.

 

Encerrando a parte religiosa da novena e festa de Santa Teresinha, atendeu o convite da comunidade o diretor da comunidade salesiana do Jardim Nordeste, Pe. Maurício Miranda, que presidiu a missa das 19h30.

 

Em sua homilia, Pe. Maurício, partindo do Evangelho do dia para chegar a Santa Teresinha, lembrou que não seremos julgados por Deus por ações pontuais, mas sim pelo “conjunto da obra” de nossa vida.

 

Essa última missa, encerrou-se por volta de 20h30, mas não se encerrou a festa, porque no quesito diversão e confraternização, a festa, que havia sido iniciada no sábado da semana anterior, continuando por todo o final de semana e se repetindo na véspera e no próprio dia da padroeira, com bandas de forró e sertaneja, bingo e delícias das mais diversas entre salgados e doces, prosseguiu até por volta das 22h00.

 

Fonte: PASCOM Santa Teresinha

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