Entrevista de Pe. Camilo à revista “Voz de Ozanam”

Fonte: Enio Elias

Pe. Camilo P. da Silva, pároco de Santa Teresinha concedeu entrevista à revista vicentina “Voz de Ozanam” de maio-junho/2013, que foi publicada conforme a seguir:

“Os pobres são a porção mais querida do coração de Cristo e da Igreja. Como poderíamos ser fiéis à missão que nos foi confiada se não usássemos de todos os meios para ir ao encontro dos pobres?”

Padre Camilo Profiro da Silva, salesiano há mais de 30 anos, é considerado grande amigo e incentivador das atividades da Conferência Santa Margarida Maria Alacoque, que atua na região da Paróquia Santa Teresinha, no bairro Santa Teresinha, em São Paulo. Em todo seu caminho sacerdotal esteve ao lado de uma Conferência e dedicou o mesmo empenho.

Nesta paróquia, Pe. Camilo está há um ano e cinco meses. A Conferência conta com 11 membros e, atualmente, assiste 15 famílias; é ligada ao Conselho Particular Santana/ Conselho Central Norte.

A Conferência também conta com o apoio constante dos paroquianos. Para suprir as necessidades financeiras das atividades junto às famílias a Conferência promove, anualmente, no Salão Paroquial, a Macarronada Caseira Vicentina, na qual toda a comunidade é envolvida.

Os alimentos utilizados na composição das Cestas Básicas, tanto das famílias assistidas pelos Vicentinos como pelo Secretariado de Assistência Social – que assiste 85 famílias – é oriunda de doações dos paroquianos.

 Que benefícios o senhor poderia destacar em relação à atuação da Conferência Santa Margarida Maria Alacoque na Paróquia Santa Teresinha?

Na minha opinião, toda e qualquer paróquia fica muito enriquecida quando conta com a atuação de uma Conferência Vicentina. No caso da nossa comunidade, a organização do atendimento às famílias assistidas, a animação da solidariedade na comunidade e o testemunho de um trabalho sério, feito com amor, são pontos a destacar.

 Que aspectos podem ser reavaliados e melhorados para um melhor atendimento às famílias?

Acredito que talvez pudéssemos ampliar ainda um pouco mais o atendimento; entretanto, um outro grande mérito da nossa Conferência é a atenção às necessidades das Conferências irmãs, de modo que a ação desenvolvida acaba abrangendo ainda mais pessoas.

 Qual a importância do trabalho das Conferências na comunidade em que o senhor atua?

Organizar a caridade, como queria o Beato Ozanam, é descobrir novos meios de atender aos pobres, de promovê-los, de torná-los verdadeiramente bons cristãos e honestos cidadãos. Coisas que, aliás, a nossa Conferência já vem se esforçando em fazer.

 Esta comunidade apresenta índices altos de violência, de pobreza?

Não. Mas o nosso entorno é bastante carente e estamos voltados para atuar neste contexto. Como disse, também procuramos agir em sintonia com as Conferências irmãs que estão presentes em situações de maior dificuldade.

 A Conferência tem obtido êxito no auxílio aos Pobres da Comunidade?

Graças a Deus, sim. E a comunidade reconhece, feliz, o êxito obtido.

 Recebe informações sobre as reuniões e a atividades das Conferências?

Há uma excelente comunicação entre a Conferência e a paróquia, de modo geral, e entre a Conferência e o pároco, em particular. Estamos sempre em contato.

 Que relação o senhor vê entre os salesianos e a Família Vicentina?

A primeira forma de organização que Dom Bosco quis para os jovens do Oratório foi uma Conferência Vicentina; quando as primeiras Conferências francesas organizavam peregrinações a Roma, faziam questão de passar por Turim, para conhecer o ‘São Vicente da Itália’, o nosso querido Dom Bosco.

Em todas as paróquias salesianas uma das primeiras e mais queridas iniciativas é fundar uma Conferência Vicentina, pois sabemos que, assim, o bem feito aos pobres será realmente bem feito. Há, desde sempre, uma grande simpatia e sintonia entre os santos fundadores (São Vicente, Santa Luísa, Beato Ozanam, Dom Bosco) seja na espiritualidade, seja na forma de ação.

 Há quanto tempo tem contato com a Sociedade de São Vicente de Paulo?

Desde sempre; o que significa, como padre, já há 25 anos. Como salesiano sempre trabalhei em paróquias e em todas as comunidades que trabalhei sempre havia uma Conferência – atuante e feliz.

 O senhor é considerado um incentivador dos trabalhos vicentinos na paróquia. O que o motiva a cumprir esta missão e de que formas procura ajudar/ participar?

Os pobres são a porção mais querida do coração de Cristo e da Igreja. Como poderíamos ser fiéis à missão que nos foi confiada se não usássemos de todos os meios para ir ao encontro dos pobres? Estar ao lado, incentivando, participando, tornando conhecida a Conferência na comunidade, apoiando os seus esforços e iniciativas é uma maneira excelente de atingir este objetivo.

 Poderia deixar uma mensagem aos leitores da Revista Voz de Ozanam?

Gostaria que os leitores fossem, de fato, a voz de Ozanam hoje, na sociedade. Uma voz que se eleve em favor dos pobres, da justiça, da paz.

 

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