Dias de muita participação encerram a quaresma

O Tríduo Pascal, iniciado na Quinta-feira Santa com a celebração da instituição da Eucaristia, popularmente conhecida como Missa do Lava-Pés e encerrado no Sábado Santo com a Proclamação da Páscoa, seguida no domingo pela própria celebração da Páscoa da Ressurreição do Senhor constitui o encerramento da Quaresma, iniciada na Quarta-feira de Cinzas e este ano, na Paróquia Santa Teresinha, foi celebrado de forma muito participativa por toda a comunidade paroquial.

Foram dias de igreja cheia, em que se podia sentir a piedosa fé de todos que ali acorreram para expressar sua dor pela morte do Senhor Jesus Cristo, mas, para mais do que isso e sem nenhuma incoerência nisso, expressar também sua alegria posto que Ele vence a morte e ressuscita para nossa salvação. Este é sem dúvida o grande mistério e significado da Páscoa para todos nós, católicos.

Na celebração da instituição da Eucaristia, Pe. Camilo P. da Silva, pároco de Santa Teresinha, repete o gesto de lavar os pés de doze pessoas ali representando os apóstolos de Cristo, pessoas essas que este ano provinham das diversas pastorais existentes na paróquia.

Em sua homilia, Pe. Camilo lembrou a simplicidade e inovação de Papa Francisco, que este ano, lavou os pés de presidiários e presidiárias, sendo a primeira vez que mulheres tiveram seus pés lavados pelo pontífice, já que pela tradição isso não acontecia pelo simples fato de que os apóstolos eram todos homens. Papa Francisco invoa então, lavando ainda os pés de um bebê que estava ao colo de sua mãe, uma das presidiárias.

Uma novidade na Sexta-feira Santa

Pela manhã do dia em que Jesus Cristo morre, a tradicional Via-Sacra pelas ruas do bairro traz uma novidade. Pela primeira vez, desde os anos 60, em que Pe. Francisco P. de Francischi, conhecido como Pe. Chico iniciou essa tradição, ele próprio declara não ter condições de acompanhar a caminhada, mas faz questão de iniciar a mesma, abençoando a todos os participantes que, entendendo a situação, se solidarizam com seu líder espiritual e fazem de suas orações ao longo do trajeto uma homenagem a quem sempre esteve à frente dessa piedosa demonstração de fé.

São 145 as estações e em muitas delas, os habitantes das casas que as recebem, perguntavam pelo Pe. Chico, mas compreendiam os motivos pelos quais ele não acompanhava a procissão.

Eis o lenho da Cruz

A tarde da Sexta-Feira Santa traz de volta à igreja toda a comunidade paroquial para a Celebração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Diácono Arlan Braga apresenta a cruz à assembleia reunida na igreja e a celebração transcorre em um silêncio respeitoso e de pesar eplo momento revivido.

Ao final, os fiéis em fila prestam suas homenagens beijando a cruz onde seu Senhor foi sacrificado para salvação de todos.

Verônicas lamentam a morte de Cristo

Chega a noite da Sexta-feira Santa e a comunidade mais uma vez se reúne para caminhar pela praça paroquial levando aos ombros a imagem de seu Senhor Morto e solidarizando-se com a dor de Sua M~es, representada pela imagem de Nossa Senhora das Dores, que traz uma faca cravada em seu coração, representando essa dor inigualável da perda de seu filho.

A tradição da lamúria das Verônicas se repete acompanhada de fiéis compungidos pelo significado do momento que representa a dor dos apóstolos que recolhem o corpo do Senhor da cruz para levá-lo ao túmulo, sem ainda compreender o mistério da Sua ressurreição que haveria de acontecer posteriormente.

Chega o final da noite e todos retornam às suas casas meditando sobre esse mistério e já cultivando em seus corações a esperança de rever seu Senhor triunfante na celebração do Sábado Santo.

Na alegria do Ressuscitado comunidade acolhe nova integrante

Chega o Sábado Santo e com ele a celebração da ressurreição do Senhor Jesus. A alegria da comunidade é imensa e em especial a de Silvana Feder, que, batizada nessa celebração, passa a pertencer de fato e de direito ao corpo da Igreja.

Toda a comunidade celebra de forma muito alegre com cantos e danças a vitória do seu Deus sobre a morte, anunciando para todos a salvação.

Com  a alegria da ressurreição podemos almejar a santidade

No domingo de Páscoa todas as missas são celebradas de forma muito alegre pois festejamos a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Na última missa do dia, o diretor da comunidade salesiana de Santa Teresinha, Pe. Douglas Verdi, em sua homilia nos lembra de Dom Bosco, que ensina a Domingos Sávio que para nós, salesianos, a santidade consiste em estarmos sempre alegres e em especial nesse domingo temos o maior de todos os motivos para estarmos sempre alegres: Jesus Cristo ressuscitou e vive para sempre. Estamos salvos!

Fonte: PASCOM Santa Teresinha

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