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“A unidade original da Família Salesiana tem sua raiz última na comunhão do espírito e da missão a serviço da juventude e do povo. Forma assim uma verdadeira comunidade, na qual todos os membros estão integrados segundo seus próprios dons, suas funções específicas e as diversas formas de vida possíveis na Igreja.
A valorização e o relançamento da Família Salesiana podem tornar-se entre nós uma estrutura fundamental da renovação conciliar.
Releiamos, pois, de maneira nova a história da experiência espiritual de Dom Bosco, ligando-a à intuição primigênia e ao coração da Obra dos Oratórios: a Família Salesiana é uma comunidade carismática; a Família Salesiana é uma comunidade eclesial.
A Família Salesiana é uma comunidade carismática. Apresenta-se pois, e é vivida como dom do Espírito à sua Igreja e como prolongamento organizado do carisma de Dom Bosco hoje.
Grupos diversos, instituídos e reconhecidos, partilham um verdadeiro parentesco espiritual e consangüinidade apostólica.
Grupos de presbíteros e de leigos, de solteiros e de casados, de consagrados e de religiosos, dão um testemunho das bem-aventuranças em várias formas de vida, formam um conjunto orgânico e vital pela força unificadora do espírito e da missão de Dom Bosco. Sentem-se herdeiros e portadores do seu dom.
A Família Salesiana é uma realidade eclesial: exprime a comunhão entre os diversos ministérios a serviço do povo de Deus; e integra as vocações particulares para que se manifeste a riqueza do carisma do Fundador. Ela se insere na pastoral das igrejas locais, dando sua contribuição original. Procura o entendimento e a colaboração de outros grupos e instituições eclesiásticas e civis para uma educação integral, pessoal e social dos jovens e do povo. Acompanha-os, com a educação da fé e o trabalho apostólico, até a escolha da própria vocação no mundo e na Igreja.”
Assim é descrita a Família Salesiana, no artigo 10 de um de seus documentos mais importantes: a Carta de Comunhão na Família Salesiana de Dom Bosco, apresentada por Pe. Egidio Viganó, Reitor Mor e sétimo sucessor de Dom Bosco, em 31 de janeiro de 1995.
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