Cão-guia: os olhos de quem não pode ver

Dra. Raquel Fraga Raimondo
Médica veterinária

Se você veio ler um pouco mais aqui no site é porque se interessou pelo assunto do Cão-guia publicado na edição 66 do jornal Santa Teresinha em Ação. Sim, o trabalho desses cães é fascinante, porém o número de pessoas contempladas no Brasil ainda é muito pequeno. Para ter uma ideia, há cerca de 150 mil deficientes visuais no país, segundo o IBGE, e cerca de 70 cães-guia, segundo ONGs.

Para ter um cão-guia existem 2 maneiras ou entrar na fila de espera de uma das ONGs de treinamento que tem um tempo indeterminado ou tentar adquirir um cão no exterior e pagar a viagem e os gastos do período de adaptação de cerca de um mês para integrar animal e dono, além do valor cobrado pelo bicho. Existem algumas ONGs com projetos de Cão-guia (veja lista de links), porém o custo do treinamento é alto, o equivalente a R$25 mil com duração de dois anos.

O deficiente visual que for contemplado com o Cão-guia, não paga pelo animal, que continua sob a responsabilidade da ONG. Devido aos altos custos com o treinamento e a falta de incentivos do governo o número de cães formados no país é pequeno. Contudo podemos ajudar e contribuir seja na divulgação dos projetos, com doações e até mesmo como famílias acolhedoras. Famílias acolhedoras são aquelas que adotam o Cão-guia ainda filhote com cerca de 2 meses de idade e têm a função de proporcionar ao cachorro a convivência com humanos e contato com diversos estímulos, aprendendo regras elementares de obediência. Um novo projeto desenvolvido pelo SESI deve aumentar o número de cães treinados daqui para frente e contemplar trabalhadores da indústria.

Links relacionados:

http://www.sesisp.org.br/caoguia/index.html

http://www.caesguia.com.br/sp/index.htm

http://www.caoguia.org.br/

http://www.caoguiabrasil.org/page/oprojeto.asp

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