estações

A igreja de Roma, nos seus inícios, tinha o costume de fazer procissões penitenciais, as chamadas estações. Saia-se de uma igreja previamente determinada, orando e cantando, até outra igreja, na qual, à chegada, havia uma pregação relativa ao tempo celebrado. Embora não tenhamos entre nós este costume, nem por isso deixamos de fazer as nossas estações, as nossas pausas para reflexão, repouso, retomada de forças para prosseguir. O tempo de quaresma é particularmente propício para esta prática. Na parada proposta para o quarto domingo deste tempo, somos convidados pela Mãe Igreja a nos alegrar, porque a Páscoa está próxima; por isso, os paramentos usados nas celebrações podem ser róseos, manifestando justamente este contentamento. A Igreja, neste domingo, nos ensina também que a fonte da nossa alegria é o póprio Jesus, levantado na cruz para nossa salvação: ‘Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem’ (Jo 3,14). Dela, da cruz, vem a luz que nos encaminha na direção certa, o  caminho da vida, que todos queremos trilhar; ou, como diziam os antigos pregadores: per crucem, ad lucem (pela cruz, à luz). Paremos, portanto, junto à árvore da nossa redenção; repousemos, contemplando o nosso Salvador, o qual, do alto do madeiro vela por nós. Então, refeitos com a luz da Sua presença, prossigamos, firmes, decididos, para o dia feliz da celebração da Sua e nossa Páscoa.

Comentários:

  • Sheila Marion disse:

    Deus te abençoe P.Camilo!
    Per crucem,ad lucem.
    Que maravilha ,hoje,entender tudo isso e seguir, firme e decidida para o dia tão feliz que me aguarda.

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