cenários

Os domingos da quaresma apresentam temas diferentes e também cenários diferentes. No primeiro domingo fomos conduzidos ao deserto, lugar aparentemente sem vida, mas no qual, vencidas as tentações, encontramos o caminho para a terra prometida. Não por acaso, o final do trecho do Evangelho de Marcos que lemos então nos diz: “e Ele convivia com as feras, e os anjos o serviam” (Mc 1,13). No deserto, a lembrança do paraíso.

No segundo domingo, com Jesus,  Pedro, Tiago e João, subimos a montanha. Lugar de encontrar com Deus, na altura, no céu límpido, no ar puro: “Rabi, é bom ficarmos aqui” (Mc 9,5). Não é ainda, entretanto, o tempo de parar. Prosseguir é preciso, anunciar o Evangelho é premente, a conversão é tarefa de todos nós, caminhantes. Jesus nos concede contemplar a sua glória, da qual também participaremos. Mas é preciso descer da montanha. Para onde?

O templo, lugar por excelência de culto, havia se tornado, no tempo de Jesus “um antro de ladrões” (Mc 11,17). Para que fosse possível elevar ali uma prece que agradasse ao Altíssimo, era preciso purificá-lo. É o que Jesus faz. Com o templo, no seu tempo; conosco, hoje.  “Ele bem sabia o que havia dentro do homem” (Jo 2,25), e cada qual sabe também o que carrega dentro de si, e que é necessário expulsar com a graça e a força de Nosso Senhor, para que o templo do próprio coração fique purificado.

Nos diversos cenários da nossa vida, durante a caminhada quaresmal, caminhemos com Jesus, no esforço de conversão em vista da Páscoa que se aproxima.

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